Aqui pra vocês! Quatro anos do Caixa de Gibis!

aquipravoces

O Caixa de Gibis não começou agora, existe há exatos quatro anos, desde o início de setembro de 2010. Antes eu tinha um blog sobre teorias da conspiração, ocultismo e um monte de baboseiras, mas o que fazia sucesso era escrever sobre quadrinhos, então criei um blog específico. Pensei no que gostaria de ler e no que achava necessário existir, algo novo na blogosfera brasileira, então surgiu esse monstrinho que ao mesmo tempo que trata os quadrinhos com dignidade, não os leva a sério, sempre desafiando os mandarins da afetação, senhores da “nona arte” e da “arte sequencial”.

Nestes quatro anos, com um ano de interrupção, escrevi uma porção de coisa, alguns leitores novos talvez nem saibam. Pra quem não conhece a versão antiga do blog, preparei uma retrospectiva do que de melhor escrevi por lá! Aqui estão os posts mais relevantes e polêmicos, é só clicar no título!

Se quiserem fazer algum comentário, façam aqui mesmo, a área de comentários de lá eu nem olho mais. E que venham outros 4 anos!

Resenhas

Asterios Polyp – O Modernismo nas Histórias em Quadrinhos

Minha primeira resenha publicada aqui, fiz um pouco pra impressionar, mas o gibi merecia.

“São inúmeras as citações e alegorias filosóficas para ressaltar a ideia de dualidades, por exemplo, a teoria de Aristófanes, de que o ser humano originalmente era um andrógino com quatro braços e pernas, dois rostos e forma esférica, mas que por sua vontade de potência exagerada foi desmembrado por Zeus em duas partes, o homem e a mulher, gerando em nós o sentimento de incompletude, ilustra a ideia de Asterios da natureza baseada em dois princípios que se opõe, mas se complementam, e isto se reflete em seu relacionamento com Hana, onde ele inconscientemente busca esta experiência, mas distorce a ideia a ponto de achar que sua opção pelo lado apolíneo da natureza deve se impor e anular a outra parte.

Vale a pena para quem lê a HQ pesquisar um pouco sobre o conceito de dualidade, será fácil perceber que esta ideia está presente em praticamente todas as tradições religiosas e filosóficas, manifestando-se desde o taoismo, com o ying-yang, os princípios masculino e feminino da natureza, até no hinduísmo, simbolizados pelos deuses Shiva e Shakti, e entre os antigos persas, com Meshia e Neshiane, deuses que formavam um só indivíduo mas que se separaram. Nas ciências ocultas existe a representação deste princípio na figura do Baphomet, com sua misteriosa máxima “solve e coagula” e nas colunas dos Templo de Salomão, Jacim e Boaz. Platão também é uma grande referência, com a proposta da dualidade dos mundos sensível/inteligível e suas teorias dos cinco sólidos, que inclusive são queridas à Asterios. A dualidade também aparece em diversos momentos representada pela figura de Jano, o deus romano de duas cabeças e na composição de quadros e em objetos espalhados por toda a história, essas referências ficam semi-ocultas e é desejável que o leitor as descubra pelo seu próprio prazer e risco.”

Retalhos – Ou como uma Graphic Novel pode não valer a pena

Não gosto dessa resenha, mas também não gosto do gibi, ou cada gibi tem a resenha que merece.

“Não captei no que foi retratado o ardor de uma experiência real, de conflitos reais de gravidade e autenticidade, senão em poucos momentos da história. Sua narrativa, em termos técnicos, é perfeita, porém lhe carece uma certa visceralidade, um adentrar mais nas coisas e não um flutuar em sua mera superfície. O conflito de Thompson em Retalhos parece ser com a superficialidade de um mundo, de uma cidade, de uma igreja, de uma família, de relações, de sentimentos, porém não se descortina para ele nada além disso, sua fuga para um mundo imaginário, de sonhos, um mundo interior, carece de paixão, pois não tem dores, terrores, a loucura, a morte e o sofrimento que nós, na vida real, encontramos. No final, a maneira como ele se livra de um amor que lhe levou a tantos sonhos, delírios, e quase a uma fixação doentia, é por demais simplória, passa levemente de um quadro para outro como um superherói de uma comic book ordinária salva o mundo da destruição final e ao mesmo tempo conta piadas. Quando vemos isso em uma HQ que se propõe a ser autobiográfica não há como não pensar que aquilo só é possível em uma ficção, ou em uma visão superficial da vida. Não há em sua obra uma cara de vida real, ou ele próprio não viveu as coisas apropriadamente.”

Black Hole, de Charles Burns

Esse texto foi considerado uma das melhores resenhas de HQ já escrita. Não concordo.

“É quando vemos Chris ser rejeitada pelas amigas que percebemos o verdadeiro tema de Black Hole: o medo do que não conhecemos, da monstruosidade, e o choque da entrada para a idade adulta.

Para simbolizar isso, há diversas pistas espalhadas pela história. No início de cada capítulo, por exemplo, aparece um objeto, um tipo de fetiche, e em seguida um personagem da história em uma posição que lembra o objeto, e este terá grande importância no enredo, além de simbolizar a condição psicológica do personagem. Há infinitas alusões aos órgãos sexuais nas formas de serpente, cigarro, ferida, lua, e muitas outras formas. Para muitos, é uma história que poderia ser lida com uma perspectiva psicanalítica. Para mim, os limites estão mais além. Em toda a história da arte, há referências aos órgãos sexuais como forma de simbolizar nossa condição espiritual, desde a pré-história existiam cultos a fertilidade que usavam figuras femininas e representações fálicas. As ciências ocultas, como a Alquimia e a Magia, são plenas de simbolismos eróticos, a integração total do ser humano com seu ser interior é conhecida como o Matrimônio do Céu e da Terra, representado como um ato sexual. Nas catedrais góticas há inúmeros símbolos que representam a vagina, assim como o falo. A pintura medieval também é cheia de referências ao sexo, na obra de Hieronymos Bosch a figura do monstro de forma meio humana e meio animal, sempre erotizado, é uma constante. Como observa Carl Jung, os elementos simbólicos dos sonhos e pesadelos, e também da arte e da mitologia, não são apenas expressões de neuroses e desejos reprimidos, mas sim partes da psiquê que precisam ser integradas e que alertam para uma necessidade de autoconhecimento. O que vemos em Black Hole talvez seja uma das maiores expressões dos quadrinhos como arte já atingida.”

E o Oscar vai para … Daytripper!

Como eu disse, cada gibi tem o que merece. Este aqui inaugurou o gênero Telenovela Gráfica!

“Vivendo a sombra de seu pai, Brás é um típico brasileiro, ele não desiste nunca, quer realizar seu sonho de se tornar um grande escritor e viver os “momentos especiais” da vida. Apesar de morrer no final de cada capítulo, ele sempre retorna no seguinte, para dar continuidade a sua luta em uma idade diferente e viver grandes melodramas. Cada capítulo tem como título a idade de Brás naquele momento, assim passeamos pela sua saga de maneira não linear, começando com o dia em que seu pai será homenageado no Theatro Municipal de São Paulo!

Logo neste primeiro capítulo, o leitor se depara com saídas melodramáticas fáceis, típicas de filmes holywoodanos e novelas mexicanas. Vemos Brás como um jovem frustrado que sonha ser escritor, mas trabalha redigindo obituários. É um emprego medíocre para uma pessoa que tem como referência o pai, um escritor considerado gênio. O dilema de Brás é o mais tacanho possível: vou ou não vou a festa do papai? Será que sou medíocre o suficiente pra ter inveja dele? Será que é certo conversar com cachorrinhos? Por que ninguém lembra do meu aniversário, eles não entraram no Facebook hoje? Coitadinho de mim!”

Muchacha – Quando a confusão se faz passar por estética

É a minha única resenha lida pelo autor do gibi. E o Laerte odiou tanto que me mandou um beijo! ARRHHGG!!

“Muchacha é uma obra aparentemente complexa, mas na verdade isto ocorre porque sua forma esconde a atual incapacidade do autor de dar uma direção coesa ao seu foco narrativo e também por uma inabilidade em trabalhar com um raciocínio linear. Pra piorar tudo isso, por ter sido publicada de forma serializada, Muchacha não teria uma coesão interna que o faria funcionar como graphic novel.

Ultimamente Laerte parece querer dar ao seu trabalho um novo sentido, muito mais experimental e intimista, buscando criar sensações e fugindo ao raciocínio linear necessário ao humor que o consagrou. Mas o que se vê por Muchacha é a constatação de que uma certa confusão mental vem dominando o autor. Sua obssessão por questões ideológicas, por travestismo (chamada por ele de forma eufemística de “cross-dressing”, em sua entrevistas) e memórias pessoais, vem afetando a qualidade de seu trabalho. Em Muchacha até o trabalho gráfico é inferior, atingindo momentos bem pobres e visualmente desagradáveis, principalmente nos trechos do desenho animado.”

Holy Terror – Obra injustiçada marca grande retorno de Frank Miller

Fui o único no mundo a respeitar este trabalho de Frank Miller, e não é porque sou fã dele. É porque não sou fanático.

“Holy Terror fez com que Frank Miller fosse acusado de islamofobia por uma importante organização islâmica americana, e eu imaginei que ele seria perseguido por fundamentalistas. Pelo que se sabe, até agora nenhum islâmico se pronunciou querendo matá-lo, apesar de ele ter dito anos atrás que já estava pronto pra uma sentença de morte. Mas os islâmicos radicais parecem não se importar muito com quadrinhos, Miller acabou dizimado mesmo foi pela crítica de HQs. Uma verdadeira horda de fundamentalistas definiu Holy Terror como o trabalho de um artista em decadência, demente, senil.

Conan de Wood e Cloonan é uma traição ao personagem

Este Conan afeminado revoltou todos os leitores, não poderia ter deixado passar. E aqui tem minha visão da Era Hiboriana.

“A Era Hiboriana é um ambiente completamente fictício criado por Robert Howard, assim como a Terra-Média de Tolkien, mas foi construída a partir de referências históricas de várias épocas e regiões. É uma ficção construída com uma textura realista. Seus personagens, para se inserir nesse contexto, tiveram a psicologia moldada com a mesma fôrma. Howard parece ter optado por trazer suas criações para muito próximo do homem comum, mesmo que sejam bárbaros, guerreiros, piratas, monarcas, sacerdotes de cultos arcanos ou mesmo monstros.

Howard era um escritor de vida social limitada, portanto é de se esperar que, como todo misantropo, não tivesse muita experiência para descrever seres humanos completos, com vicissitudes e a aspereza que todos tem. Porém as histórias de Conan são cheias de traições, mentiras, vaidade, cobiça, inveja, perjúrio, ganância, violência, medo, covardia, superstição, ignorância e todo tipo de defeito humano que encontramos bem perto de todos nós. No fundo é isso que nos atrai e prende a Era Hiboriana, aquilo que está em sintonia com nosso trágico mundo real. Robert Howard tinha certamente uma visão pessimista da humanidade.”

The Walking Dead – Dias Passados – Ou porque adoramos o apocalípse zombie

A coisa do apocalipse zumbi me parece muito niilista, explorei isso nessa resenha.

“Você não acredita em nenhuma religião ou política e não tá nem aí pra fome na África ou o massacre na Palestina. Você não gosta do seu vizinho, odeia seu emprego, detesta a escola e não liga pra família. Você acha a música apenas ruído, não gosta de TV, roupas coloridas, filmes de vampiros afeminados, shopping center, estacionamento, festinha, futebol, você não gosta de nada.
Você tá cansado de ser roubado pelo governo, de ter burocratas querendo dizer como você deve viver, de obedecer leis, de seguir a rotina, de fingir que é civilizado e luta por alguma coisa. Você está cansado.Você detesta ter de acordar todo dia só pra encarar tudo isso, repetidas vezes, repetidas vezes, sem poder fazer nada pra mudar o fato. Você acredita que o mundo mergulhou na corrupção e no autoabuso e que o fim está próximo. Você queria que o fim chegasse logo. Você sabe que nada vai salvar ninguém.E se fosse amanhã? E se você acordar amanhã e descobrir que tudo acabou, que todo ruído, tédio, família, empreguinho, leis, governo, vizinho, internet, escola, carro e casa não existem mais?”

Artigos

 

A derrota dos super-heróis – Ou porque não precisamos de heróis gays

O artigo sobre quadrinhos mais polêmico de todos os tempos na internet brasileira, chegou a repercutir em outros países.

“Gays se casando seria motivo de discussão nos EUA e até aqui no Brasil, seria um tema que traria mais substância pras HQs. Mas analisando o impacto social que essas discussões realmente despertam e a relação delas com o conceito original de super-heróis, chegamos a conclusão que a presença desse tema em HQs é desnecessário e inadequado.

Vinte anos atrás as revistas de quadrinhos vendiam aos milhões e hoje não chegam a cem mil. Todo mundo sabe que estamos a beira do colapso e as editoras estão desesperadas. Os fãs antigos, os poucos que sobraram, também veem sua maior diversão decair. Os autores não usam mais a criatividade e a inteligência pra fazer as histórias (como faz falta um Jack Kirby!) perdem-se em ideologias, problemas pessoais, complexos psicológicos que são expressão do seu eu e não cabem nos personagens. Para vender, os editores apelam com polêmicas baratas.”

Vestibular sugere que super-heróis representam racismo e “imperialismo americano”

Um resumo de como os acadêmicos brasileiros são estúpidas com relação aos quadrinhos de super-heróis.

“Há muito que a educação brasileira vem sendo manipulada com fins ideológicos. Jovens e crianças são expostos a uma saraivada de conceitos esquerdistas por professores ligados a sindicatos e partidos. Provas de vestibular de faculdades públicas e do ENEM sugerem respostas que estão de acordo com a ideologia oficial do governo petista.

Dessa vez, uma questão de vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) chegou ao cúmulo de sugerir que super-heróis representam a supremacia da raça branca e a dominação americana sobre outros povos”

Quadrinhos são coisa de criança! Nerds velhos, larguem o osso!

Os nostálgicos da infância não vão gostar disso.

“Estou cheio de ver marmanjos reclamando, chorando e esperneando nas redes sociais pela má qualidade de suas HQs preferidas de super-herói. Rebentos da terceira idade cheios de cabelos brancos, hérnias e pontes de safena, com netos no colo e próximos da aposentadoria, reclamando das reformulações da DC, da morte e ressurreição do Tocha Humana, da má qualidade do filme do Lanterna Verde. Porra, velhos trintões, quarentões, lendo gibis no metrô, vejo isso com frequencia, as comic shops cheias deles, parecem clubes de aposentados, aqueles bingos de igreja, ninguém é jovem, não se veem adolescentes e crianças percorrendo as prateleiras aos berros, ávidos por aventuras, o que se vê são senhores de idade nostálgicos comprando bonequinhos a preço de ouro e folheando revistas em busca do elixir da juventude. Putaquepariu.”

Porque sou contra editais de financiamento para HQs

Soucontra a produção de quadrinhos com dinheiro de editais de cultura, saiba porquê.

“Parece que existe, não sei se da parte dos próprios artistas ou da equipe de seleção destes projetos um certo direcionamento da temática abordada. É uma coisa tipo: “vamos fazer um projeto sobre isso aqui e o governo aprova, depois compra tudo pra usar como livro didático nas escolas públicas.” Daí em vez de o cara produzir algo que tenha relevância comercial e artística, ele faz uma cartilha escolar disfarçada de gibi.

Outra coisa que me decepciona nesse PROAC é um certo desejo de artistas de que o governo assuma a publicação de quadrinhos no Brasil como uma política pública. Quer dizer, em vez do cara ser um empreendedor, ele espera que o Estado seja sua mamãe e financie seus gibis. Em vez dos artistas juntarem forças para montar uma editora, publicar com recursos próprios ou criarem projetos que sejam comercialmente viáveis e possam interessar as editoras e ao público, eles preferem se submeter a burocracia dos “editais”.

Ao que parece, alguns projetos interessam editoras como a Devir e Zarabatana, que “investem” na forma de renúncia fiscal de ICMS. Ou seja, basicamente é o governo que paga de forma indireta. O estado é mamãe e todo mundo quer mamar nas tetas dessa vaca velha. O PROAC é o bolsa-quadrinhos. A única coisa que os quadrinistas fazem é uma contrapartida na forma de oficinas de arte e palestras para crianças pobres. Quanta demagogia!”

Rorschach: Propaganda política barata em Watchmen!

Rorschach foi baseado no personagem Mister A, de Steve Ditcko e tinha como objetivo denegrir os conservadores.

“Essa é a visão que Alan Moore tem das pessoas conservadoras. Pra ele não passam de cachorros loucos assassinos, quando na verdade a maior parte dessas pessoas são educadas e até mesmo refinadas. Moore se utilizou da HQ para deturpar nossa visão dessas pessoas, tentando passar a idea de que elas são doentes mentais! Visões desse tipo nos levam a acreditar nessa ideia. É a mesma coisa que mostrar os comunistas como comedores de criancinhas viciados em drogas, uma manipulação! Segundo ele, Rorschach tem muito de Batman, mas não passa de uma versão do personagem Travis Bickle, de Taxi Driver. Um perdedor, louco, frustrado e solitário que não sabe como conter sua fúria interior, tornando-se um assassino.

Há na HQ uma condenação explícita as ações do personagem, principalmente seus assassinatos. Moore sempre afirma que ele foi o mais difícil de escrever, porque é a sua contraparte.

Já Adrian Veidt, “o homem mais inteligente do mundo”, é um bilionário liberal (esquerdista) cujas ações são mostradas de forma positiva.”

O papel do crítico de quadrinhos ou como evitar os cães

A lida de crítico de quadrinhos é difícil, como agradar artistas raivosos, ou como não agradar?

“O crítico deve ser acima de tudo independente, economizar elogios, não transformar em gênio qualquer zé-mané. Outra coisa, opinião independente não esta insenta de ser ofensiva. Isso é muito relativo. O que é ofensivo pra um artista pode não o ser para outro artista, e para o crítico, muito menos.

Deve o crítico economizar nas palavras e pisar em ovos? Jamais, o crítico não deve ter medo de desagradar o artista. Ele não existe pra isso, mas pode fazê-lo, é inevitável. O crítico não é fã pra engrandecer o trabalho de alguém e chamar de gênio, sempre sendo agradável, elogiando. Ele existe pra analisar, mostrar novos caminhos pro artista, descobrir coisas que estão ali e revelar pros leitores, mas isso nem sempre é positivo. Ele nem sempre vai descobrir coisas boas, nem sempre vai ter algo bom pra revelar.”

Quadrinhos brasileiros não tem futuro.

Esse texto foi escrito em um momento de raiva, quando era ameaçado por um artista brasileiro ofendido com minhas opiniões.

“Não há mais nada a dizer sobre quadrinhos brasileiros. Por que iria me ocupar em resenhar obras medíocres feitas pra abocanhar dinheiro público na forma de compras pra bibliotecas, dinheiro este que deveria ser gasto com obras de valor ou ser aplicado em outras áreas, mais necessárias ao bem comum? Por que iria resenhar trabalhos artísticamente irrelevantes e de qualidade discutível, só para destilar emoções negativas e receber ofensas infantis de volta? Por que iria tentar “colaborar” com pessoas que não querem nenhuma ajuda, mas apenas satisfazer o seu ego carente de elogios, ego maior que a inteligência e o talento? Por que iria me envolver em uma cena que, em suma, despreza o trabalho do crítico?”

Enviadando tudo! – Um lobby gay nos quadrinhos

Revelando tudo sobre o lobby que domina os quadrinhos americanos! Ou será que não?

“Este plano de engenharia social, que usa como desculpa o “combate a homofobia”, é um dos principais pilares das renovações que os super-heróis sofreram nos últimos dois anos. Quer você acredite ou não, isto é planejado, pensado em seus mínimos detalhes, como expliquei no meu artigo original. Não conta com o apoio dos criadores dos super-heróis, gente como Roy Thomas e Stan Lee, mas tem quase total apoio de novos artistas. Da parte dos fãs, os mais antigos e mais conhecedores de super-heróis rejeitam completamente esta aberração. Por enquanto…

Provando que existe um plano articulado de manipulação da mitologia dos super-heróis (que, eu penso, irá levá-los a derrota final), veja a quantidade de inclusões de personagens homosexuais nas tramas”

NERD É A TUA MÃE!

Esse é muiiito antigo, quando ouvi que ser nerd tinha virado moda, fiquei revoltado! Se você é nerd, não deixa de ler, é uma trilogia!

“A cultura pop dominou o mundo, tornou-se uma paixão para muitas pessoas, isso é inquestionável. Uma grande parte delas foi levada a obssessão e se ocupa em colecionar, analisar e consumir de forma doentia os produtos de várias mídias : os quadrinhos, o cinema de entretenimento, os videogames, RPGs, etc.

Este hábito é muito mais comum do que se pensa, pois enquanto ainda fazemos uma imagem estereotipada da figura do Nerd como um outsider, a “nerdice” na verdade tornou-se quase uma regra de comportamento no meio urbano e algo socialmente aceito. Aos poucos a diversão das crianças deixou de ser uma brincadeira na rua, amarelinha, esconde-esconde, jogar pedras nas árvores e correr na chuva para tornar-se uma atividade relacionada ao consumo”

O segredo por trás de V de Vingança

Revelando um segredo oculto das HQs de Alan Moore qu eu achava que ninguém sabia. E acertei.

“Mas quando e como a letra V ganhou importância no imaginário britânico e mundial? Foi mesmo com a HQ V de vingança??

não é nada disso. O simbolo na verdade foi criado por Aleister Crowley e introduzido na campanha pelos seus contatos no serviço secreto britânico, e é uma invocação de um Deus da Destruição
Crowley, um mago britânico que tinha a fama se ser o homem mais perverso do mundo, introduziu este mudra mágico no Ritual Menor do Hexagrama, em The Equinox I, no. 3, em 1910.”

5 de Novembro – O Halloween dos imbecis

Análise de V de Vingança seguindo um esquema que surpreendeu até a mim mesmo!

“O terrorista V age seguindo um esquema de guerra psicológica muito conhecido pelos serviços secretos do mundo todo*. Evey é moldada segundo sua vontade em um processo gradual que começa como uma conquista e termina com a morte psicológica e a aceitação de uma vida dedicada a ideologia. O processo consiste no seguinte:
Primeiro a desmoralização: Ele faz Evey se acreditar uma vítima, abandonada irremediavelmente por tudo, em um mundo que não faz mais sentido. Seguida da doutrinação: ele a educa com ideias revolucionárias.”

Uma Pequena História dos Quadrinhos Autobiográficos

Meu único artigo com cara mais convencional, dá a impressão de que tenho diploma.

“Podemos rastrear o surgimento da Graphic Novel Autobiográfica até o final dos anos 1960, quando o artista italiano Hugo Pratt narrava as aventuras de Corto Maltese. Suas histórias traduziam para as HQs experiências de viagens pelo mundo realizadas na vida real pelo autor, no entanto, fantasiando-as na saga de um pirata que teria vivido no início do século XX. Pela primeira vez uma História em Quadrinho trazia as experiências do autor como tema, mesmo que ainda não de forma confessional. Além disso, na obra de Pratt também se encontra o germe do que hoje chamamos Graphic Novel. Qualquer um que vier a ler A Balada do Mar Salgado, de 1967, vai reconhecer todos os componentes da moderna História em Quadrinho adulta, ainda impregnada de elementos de folhetim aventuresco comuns nas tiras e séries, porém já plena de dramas, profundidade e sofisticação narrativa que hoje caracteriza o gênero. Pratt cunhou o termo “literatura desenhada” para defini-la.”

X-Men – Primeira Classe e o mito do Homem Superior

Os X-Men sob uma perspectiva diferente, realismo fantástico e ocultismo! É nessa linha que seguem minhas pesquisas.

“o engenheiro químico e espião Jacques Bergier se juntou ao escritor esotérico Louis Pauwels, e em uma reflexão sobre os efeitos das novas descobertas científicas e filosóficas da Era Atômica, criaram um cabedal de ideias estapafúrdias conhecidas como o Método do Realismo Fantástico, um misto de especulação esotérica, pseudociência, ficção científica, invencionice e imaginação pura. Ambos eram sobreviventes da Guerra e achavam que os estudos da energia atômica poderiam levar a humanidade a uma nova era de conhecimento. Eles também acreditavam em uma Evolução do ser humano para uma nova raça, por isso, juntos escreveram Le Matin des Magiciens (O Despertar dos Mágicos), um livro que tinha como objetivo trazer ao mundo o conhecimento dos primórdios da pesquisa sobre essa nova etapa para a espécie humana.

Uma das principais especulações dos autores é a possiblidade das explosões de bombas nucleares e do uso de energia atômica terem trazido, através da emissão de radiação na atmosfera terrestre, a possibilidade do surgimento de mutações genéticas positivas e não apenas danos a saúde. Estas mutações, que podem levar milhares de anos para se manifestarem plenamente, causariam uma aceleração da evolução física e mental da humanidade, dando origem a uma nova raça, com poderes incríveis e desconhecidos pelos homens comuns. Ora, não são esses então, os mutantes dos gibis da Marvel?”

Anúncios

1 comentário

Deixe seu comentário, sem ofensas, por favor.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s