Mês: outubro 2015

De volta para o passado… por favor!

futuro

Marty McFly chega hoje. Não vai passear de Hoverboard, não vai ver Tubarão 19 em Holomax, não vai andar em carros voadores, não vai usar tênis que amarram sozinhos, jaquetas autosecantes, muito menos utilizar lixo como combustível. Vai apenar ver tablets, cinema 3D, telas planas, videochamadas e aplicativos para previsão do tempo. Também vai descobrir a existência de algo chamado internet, uma rede de computadores controlada por grandes corporações que conecta virtualmente todas as pessoas do mundo, ele vai descobrir que as pessoas trocam mensagens por meio dessa rede em vez do Fax, já extinto. Fotos, vídeos, textos e todo tipo de informação podem ser compartilhadas em tempo real. A chegada de seu deLorean será filmada com um smartphone e curtida por milhões em uma página de vídeos chamada youtube. Ele vai virar meme.

Descolando um smartphone, McFly vai aderir plenamente a essa rede, entusiasta de tecnologias que é, vai navegar pelo Facebook e logo vai descobrir que o assunto do momento é o trailer do novo filme da franquia Star Wars, continuação da trilogia que ele assistiu em fitas de videocassete, na companhia do Doc Brown, no longínquo ano de 1985.  Esse vídeo é veiculado há dois dias a exaustão e todos, absolutamente todos os seres viventes do mundo civilizado já viram.

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David Lasky e o embuste nos quadrinhos contemporâneos

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A arte moderna, baseada em novas teorias estéticas, filosóficas e da comunicação, trouxe inúmeras novas possibilidades de realizações artísticas. Nem preciso citar o surrealismo ou o expressionismo para provar isso. Foi um grande avanço, um legado para o mundo contemporâneo.

Porém este mesmo avanço trouxe, como um vírus que se ocultava em células saudáveis, a possibilidade do embuste. Os primeiros a se aproveitarem disso foram os conhecedores das teorias que davam base para as novas escolas artísticas; os curadores, galeristas e artistas sem talento passaram a ludibriar as pessoas mais simples, sem conhecimento do universo teórico.

Logo surgiu o “tudo é arte”, e uma série de obras sem valor tomou conta do meio artístico, quase substituindo e destruindo as realizações legítimas. É a chamada “arte contemporânea”, que ninguém pode questionar sem ser taxado de ignorante. Hoje pode-se deparar com uma obra de arte que consiste em um cachorro faminto amarrado em uma galeria, abandonado lá até a morte; um monte de tijolos amontoados; um homem que enfia um crucifixo no ânus; uma rajada de vento; uma cama desarrumada com preservativos usados; uma mulher que enfia salsichas na vagina; carros pendurados no telhado; um tubarão em formol; um papel que certifica “vale uma obra”.  Tudo isso é arte. A crítica mexicana Avelina Lésper é uma das poucas no mundo que desmascara essas farsas.

E os quadrinhos, o que tem a ver? É óbvio, notei que essas teorias, na categoria doentia do embuste, já vem sendo aplicadas aos quadrinhos. Atualmente já existe uma súcia de artistas que vive da falsificação pura e simples. Sem talento ou capacidade alguma, extraem fama e reconhecimento do meio onde medram estudiosos, editores e críticos embusteiros, todos tentando enganar o público com obras sem valor algum.

Afinal, “tudo é arte, tudo é quadrinhos” mesmo os rabiscos de uma criança débil mental, e um público de deslumbrados, com medo de serem chamados de ignorantes, cala a boca.

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Abrindo a Caixa #4

gibi

Gibi

Poucas pessoas já devem ter parado pra pensar que no Brasil temos palavras únicas e belíssimas. Nosso jeito de falar o português é incomparável.

As palavras Gibi e Quadrinho, por exemplo. Não me consta que sejam usados termos semelhantes em nenhum outro país.

Em italiano os quadrinhos são chamados de Fumetti; na França eles são Bande Dessinée; em Portugal, Banda Desenhada; nos Estados Unidos chamam-se Comics; Na Espanha as revistas são chamadas de Tebeos; No Japão são mangás, os desenhos irresponsáveis. Em outros países latinos são chamados de Historietas.

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Nerds são machistas, ou néscios?

Crumb

Eu não acreditava em estereótipos, sempre fui entusiasta do individualismo; comportamentos, pra mim, sempre emanaram de cada um, de suas experiências, valores e educação. Porém, quando conheci o Rio de Janeiro, vi que os estereótipos exercem um efeito na formação das pessoas. Elas se apegam a eles, começam a gostar e, por fim, moldam sua personalidade de acordo.

Explico: o carioca é tido como malandro e folgado. Eles não teriam razões pra serem assim, não é? Assim como os paulistanos não são malucos por trabalho e frios e os baianos não são preguiçosos. Mas os cariocas acabaram se apegando ao estereótipo de malandro e se tornaram folgados, gostaram e começaram a ser assim. Passei a acreditar nos tais estereótipos como uma influência externa.

Agora vamos ao nerds: eles não são babões, retardados, idiotas, virgens, néscios, muito menos machistas. Mas são umas criaturas pouco imunes a influências externas.

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