Abrindo a Caixa #5 (Moloko Special Edition)

moloko

 

Meus irmãos e únicos amigos, nossa bitva com os milicents do messel continua. Para os zammechat bezoomys e droogs que me seguem nas goovoretadas sociais não há muita novidade aqui hoje nesta quinta edição da Gazetta Abrindo a Caixa. São minhas rasoodockadas de sempre sobre biblios e gibis que li e as velhas drats e reclamações sobre a jeezny, bog e o universo. Mas pra quem me segue somente nos murais de grupas vamos ter muitas coisas interessovat e horrorshow.

Para quem achou minha skaza chepooka, está poogly e não consegue pony, saiba que é uma homenagem a Anthony Burgess, um dos meus escritores preferidos, no último dia 22 de novembro fez 22 anos que ele faleceu. O moodge era um gênio, rasoodockou tudo o que está sloochaty no mundo hoje, o domínio dos gloopy sobre os oomnys, recomendo seus biblios 1985 e The Wanting Seed.

Hoje vamos homenagear também a devotchka Vampirella, personagem destruída pela soonka de lucious glory maldita e nadmenny Gail Simone. Dobby leitura!

vampirella

A Cabeleireira Maldita destrói Vampirella

Essa é a nova Vampirella, obra da cabeleireira Gail Simone. Ela representa a quintessência dos quadrinhos politicamente corretos. Infantil, sem nenhuma sensualidade e sem qualquer relação com os conceitos originais do personagem. É voltada pra gente estúpida que fica nas redes sociais fazendo campanhas moralistas contra a liberdade de criação artística. Eles estão destruindo tudo.

Todos sabemos que essa é a verdadeira Vampirella:

vampirella

Vampirella

Esta sempre vai ser a verdadeira Vampirella, qualquer mudança não vai apagar isso, no entanto, não acredito que essa maldição politicamente correta seja apenas uma moda passageira. É uma praga que pretende ter vindo pra ficar. Mas como eu sempre falo, ninguém reclama, ninguém faz nada…

Tardi

Era a Guerra de Trincheiras

Tem alguns gibis que leio e admiro sobre os quais não sei o que escrever; principalmente se eles tiverem muitas referências exteriores. Sou meio neurótico com isso, enquanto não leio todos os livros ou assisto todos os filmes citados não acho que posso escrever sobre aquele quadrinho, foi assim com Fun Home, da Allison Bechdel, como até hoje não li todos os livros referentes, não sinto que posso fazer uma boa resenha.

Era a Guerra de Trincheiras, do francês Tardi, traz uma lista de livros e filmes no final. Muitos eu já conhecia, outros não. Então me sinto intimidado, não queria escrever algo incompleto para um gibi tão grandioso.

Porém de toda aquela lista, li aquele que com certeza foi a obra mais influente na criação da HQ, o livro Nada de Novo no Front, de Erich Maria Remarque. As imagens de Tardi remetem diretamente as descrições de horrores e matança do livro e a verve é da mesma maneira pacifista.

Não sei muito o que dizer sobre Era a Guerra de Trincheiras, porque não sou pacifista, mas as imagens ficaram na minha cabeça por dias, e me assustam como um filme de terror. Quase não da pra acreditar que coisas daquele tipo aconteceram, o homem que comia ratos é de um horror cósmico. É uma leitura tão ou mais chocante quanto MAUS. Não é uma aventura, como diria Remarque, é sobre como a guerra destrói os homens.

Não posso cair no tipo de discurso “a guerra deve ser evitada” porque além de ser clichê, não acredito em coisa tão tola. Talvez um dia, quando terminar de ler todos aqueles livros, eu escreva uma resenha de verdade. Por enquanto, só consigo pensar no poema de Augusto dos Anjos:

Guerra

Guerra é esforço, é inquietude, é ânsia, é transporte…
É a dramatização sangrenta e dura
Da avidez com que o Espírito procura
Ser perfeito, ser máximo, ser forte!

É a Subconsciência que se transfigura
Em volição conflagradora… É a coorte
Das raças todas, que se entrega à morte
Para a felicidade da Criatura!

É a obsessão de ver sangue, é o instinto horrendo
De subir, na ordem cósmica, descendo
À irracionalidade primitiva.

É a Natureza que, no seu arcano,
Precisa de encharcar-se em sangue humano
Para mostrar aos homens que está viva!

psycho

Norman Bates, o Nerd

Alfred Hitchcock construiu seus filmes a partir de livros. Psicose foi um deles, baseado na novela homônima do escritor pulp Robert Bloch, publicada originalmente em 1959.

Quando peguei esse livro pra ler foi por pura curiosidade, achei que ia ser completamente diferente do filme (que tenho de cor na cabeça, das tantas vezes que assisti), mas foi grande minha surpresa quando vi que a adaptação foi bem fiel.

Basicamente é a mesma história, mas alguns pequenos detalhes fazem o livro mais rico. Norman Bates, por exemplo, impossível pensar nele sem ser na figura de Anthony Perkins, mas o Norman do livro é bem diferente, ele é gordo e usa óculos, além de gostar de uma pinga.

O mais interessante mesmo está na construção da personalidade psicótica dele, o cara gosta de ler, lê muito, principalmente livros de magia, esoterismo; ele se acredita um vidente, lê até Aleister Crowley e Ouspensky. Acredita que ressuscitou a mãe com poderes mágicos. No livro ele não perde tanto tempo com taxidermia. Interessante que não consegui imaginá-lo como gordo nem como o Perkins, mas com a cara do Lovecraft. Por que será?

Já Arbogast e os outros personagens são bem parecidos com o filme, com a diferença que o detetive usa barba e a relação entre Mary e Sam é bem menos aprofundada, por assim dizer.

Filme e livro são bons, cada um é uma experiência diferente. E Hitchcock teve o maior respeito. Esse eu recomendo!

Quadrinista brasileiro

Quadrinista brasileiro após ouvir uma crítica

Trolls, desenhistas e o “escritor”

Eu tava trolando os trouxas do grupo quadrinhos em questão no FB, quando de repente, eu voltei pra página inicial e me distrai com alguma coisa, dai eu vi uma postagem de alguém querendo vender uns desenhos muito ruins por 200 reais.

Achei que a postagem era no grupo e escrevi embaixo “isso ai até eu desenho”.

Só depois eu voltei lá e vi que era na timeline de alguém, do próprio desenhista. Dai eu comecei a digitar um pedido de desculpas, mas o cara apareceu e disse que ia me dar porrada.

Imediatamente desisti de pedir desculpas, se o cara foi grosseiro comigo, não merecia, porque eu tava mesmo falando a verdade, o desenho era tosco, uma espécie de imitação muito ruim de Mike Mignola.

Hoje em dia tem gente que simplesmente não sabe desenhar fazendo quadrinhos. Não se dão ao “luxo” de aprender o mínimo de anatomia, composição, luz, perspectiva, noções básicas de arte. E ainda acham que são gênios, quem falar qualquer coisa que não seja um elogio merece apanhar.

Já vai longe a época de Mozart Couto, Nico Rosso, Gedeone Malagola, Jayme Cortez, Flávio Colin, gente que sabia desenhar. Hoje tem muleques rabiscando e se achando gênios, só porque ganham curtida no facebook, financiam seus gibis através dos amigos e parentes e são indicados para premiações fajutas. Rabiscam cabecinhas no computador, sem nenhuma expressão, fazem um quadrado ao redor, isso quando fazem, jogam tinta em tudo, pegam algumas noções primitivas de narrativas visuais em livros ruins tipo os de Scott McCloud, e já se acham gênios dos quadrinhos! E se você falar alguma coisa, querem bater e matar.

Nunca me esqueço de um cara que uma vez apareceu aqui há alguns anos querendo me dar porrada também porque eu disse que não estava interessado em ler o gibi dele. Esse cara até ganhou um HQ mix naquele ano, ou foi indicado, sei lá. Mas o fato é que eu não estava interessado no gibi, e o cara queria me bater só por isso, acho que se eu lesse e fizesse uma resenha negativa, o cara ia me matar!

Outro dia apareceu um “escritor’ de quadrinhos, (de quem eu nunca li nada que preste, mas que já escreve há uns trinta anos) me perseguindo em tudo que foi post nos grupos e até em timeline de outras pessoas. Ele se utilizava de uma tática de pegar o que eu falava, distorcer e, quando eu respondia, ele copiava a minha ideia e mostrava como se fosse dele. Quando não ficava zoando simplesmente e tentava jogar as outras pessoas contra mim, sem razão nenhuma. Falava mal do Frank Miller mas, pelo que me lembro, ele fez sua pseudo carreira copiando os trabalhos dele.

Por isso que evito constantemente falar de quadrinhos brasileiros, o pessoal que mexe com isso no Brasil é muito infantil e muito vaidoso, eles se acham gênios, quando não passam de medíocres.

Não é a toa que o Lourenço Mutarelli, que é o único cara que eu considero realmente um puta artista dos quadrinhos, pulou fora desse barco e foi para a literatura, notando que o meio dos quadrinhos no Brasil é muito bitolado.

Purpurina

A Nova Era

A História dos quadrinhos americanos é definida por “eras”.

Primeiro foi a “Era de Ouro”, com o surgimento dos super-heróis; depois veio a “Era de Prata”, com histórias mais infantis e absurdas, regidas pelo Comics Code; em seguida a “Era de Bronze”, com temas mais sérios e histórias mais complexas; depois foi a “Era de Ferro”, com histórias superviolentas, realistas e dramáticas.

E desde 2010, com toda essa baboseira que ta ai, Novos 52, All new new new new and new Marvel, heróis gays, feministas e socialistas, chegamos, enfim, a “Era de Purpurina”.

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Mulher-Maravilha da Era de Purpurina

Na verdade eu estava errado sobre o cartaz do Frank Miller para o CCXP.

Uma fonte me revelou a verdadeira razão do desenho.

O agente de Miller contou a ele que ele teria de ir ao Brasil para um evento organizado por um site chamado Omelete. Ele ficou curioso e foi dar uma fuçada no google. Através do tradutor, encontrou aquele artigo que o Omelete publicou ensinando tudo sobre travestis na mídia.

Miller concluiu que iria participar de um evento para travestis. “Já sei o que vou desenhar”!

 

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Há uma coisa que eu esqueci de dizer sobre a Mulher-Maravilha do Frank Miller no cartaz do evento CCXP.

Ela difere completamente daquela criada por William Moulton Marston. Segundo o criador original, a MM deveria dominar os homens com amor, não com violência. Isso seria o primeiro passo para o fim da guerra (lembre-se que estávamos em 1940). Para os homens, ela deveria ser, além de forte, amorosa e bela.

Mais forte do que Hércules e mais bela do que Afrodite.

Nas palavras do próprio:

“Boys, young and old, satisfy their wish thoughts by reading comics. If they go crazy over Wonder Woman, it means they’re longing for a beautiful, exciting girl who’s stronger than they are. By their comics tastes ye shall know them! Tell me anybody’s preference in story strips and I’ll tell you his subconscious desires. These simple, highly imaginative picture stories satisfy longings that ordinary daily life thwarts and denies. Superman and the army of male comics characters who resemble him satisfy the simple desire to be stronger and more powerful than anybody else. Wonder Woman satisfies the subconscious, elaborately disguised desire of males to be mastered by a woman who loves them.”

“This amazing girl, stronger than Hercules, more beautiful than Aphrodite”

Lembrando que Marston era feminista e vivia com duas mulheres também feministas, mas o feminismo daquela época era bem diverso do de hoje em dia. Pode-se dizer que era o feminismo verdadeiro, o de hoje é apenas uma doença mental.

Portanto, a Mulher-Maravilha de Miller é uma crítica irônica da versão distorcida do feminismo existente hoje e que, infelizmente, vem influenciando os quadrinhos.

calvin

Fonte: Pinterest

Calvin e Hobbes vs Charlie Brown

Um dos blogs mais legais que eu descobri nos últimos tempos foi o New Frontiersnerd (clique aqui). Ele apresenta links para resenhas, entrevistas e matérias sobre quadrinhos e faz um pequeno resumo. O cara simplesmente consegue achar o que tem de mais interessante na net.

Esta semana, apresentou um artigo sensacional sobre a diferença das concepções artísticas professadas por Bill Waterson e Charles Schulz. Enquanto o criador do Snoopy se considerava um artista comercial que “ajudava a vender o jornal” com suas tiras e disponibilizou seus personagens para todo tipo de licenciamento, tornando-se multimilionário, o que resultou na descaracterização de suas criações perante o público, o criador de Calvin se negava a entrar em qualquer esquema comercial e se manteve firme como um artista leal as suas concepções pessoais, não cedendo as pressões, dessa forma conseguindo preservar a sua criação praticamente intocada.

A leitura é imperdível para quem se interessa pela dicotomia arte x comércio, tão presente no universo dos quadrinhos. (clique aqui)

 homem-de-gelo-gay

Novilíngua

Gente, na briga contra o politicamente correto, não devemos falar a linguagem deles. Linguagem é muito importante. Por isso eles inventam palavras novas todos os dias. “Queer”, “emponderamento”, “transgênero”, “cisgênero”. Todas essas palavras ou o uso delas foram inventados.

Eles acreditam que mudando a linguagem, vão mudar o mundo, por isso não devemos utilizar essas palavras a não ser para ridicularizar. Vamos dar significados ridículos a elas e nunca utilizar o que eles propõe.

Por exemplo:

Cisgênero – Um tipo de cisterna do Piauí

Transgênero – Uma marca de transformers

Queer – Cover nordestino do Queen

Intersexual – Sexo pela internet

Transfobia – Medo de transformers

Emponderamento – Emparedamento em espanhol

Mansplaining – Desodorante masculino spray

Womansplaining – Desodorante feminino spray

 

Favela hipster

Hoje ta na moda em outros países publicar quadrinho favela do Brasil, um dia vou escrever um artigo sobre isso.

O quadrinho favela é como o filme favela, encanta principalmente os franceses, e os intelectuais. Afinal, como disse um obscuro filósofo brasileiro, quem gosta de pobreza é intelectual.

Leve um quadrinho de favela pra um favelado ler, dê a ele de graça, ele vai jogar no lixo, porque não quer saber disso, ele vê essa porcaria todo dia, ele não quer favela.

E quem faz esses quadrinhos? Artistas de classe média alta, formados na USP. Nunca passaram necessidade na vida, mas agora vão pra França mostrar favela. É uma vergonha!

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2 comentários

  1. A ‘cabeleireira maldita’ transformou a Vampirella na Sailor Moon!!!! Acredito que haja um círculo no inferno reservado apenas a autores que descaracterizam personagens dessa forma. E, mudando um pouco de assunto, Mauro, faça mais resenhas, inclusive de filmes e séries, como você fazia no antigo Caixa.

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  2. Eu gosto desses posts: dá pra rir um pouco e pegar boas dicas. As do Burgess foram ótimas.
    E falando em distopia, é assustador ver que o que pensávamos ser mera ficção científica nos gibis, livros e filmes, está a um passo de se tornar realidade. Eu era moleque quando li “Código: Massacre 5” numa Kripta e essa história nunca me saiu da cabeça! Apesar das poucas páginas, o texto e as imagens são muito marcantes.
    E eu gosto disso, de obras que me deem porrada. E nessa linha, outra que foi um soco nas fuças foi “O Estranho Misterioso”, do Mark Twain.

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