Abrindo a Caixa #6 Especial: Estupro da Cultura

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Olá, macacada! Olha eu aqui de volta com mais algumas notinhas traumatizantes e dolorosas para nenhum SJW botar defeito! Neste especial, abrimos a Caixa para comentar os ataques proferidos contra toda a cultura pop pelas feministas, pelos nerds pançudos e nojentos, comedores de cabeça de galinha e todo tipo de sacripanta e ignorante que inferniza na internet.

Neste post , não teremos dicas de livros, filmes nem gibis. Elas censuraram e queimaram todos, malditas!

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O novo Comics Code

Esta é a capa de Crime Suspenstories #22, da EC Comics. Ela foi apresentada, por sugestão de Frederic Werthan,  em uma comissão do senado americano, em 1954, como evidência de que os quadrinhos eram nocivos para a juventude, incentivando, entre outros crimes, a violência contra a mulher.

Há tempos, eu observo e comento, as feministas que se dizem nerds estão se utilizando do mesmo método. Pegam imagens chocantes e descontextualizadas de HQs e lançam acusações absurdas, afirmando que os gibis incentivam o machismo, a misoginia e, até mesmo, pasmem, o estupro!

Elas são as atuais discípulas de Frederic Wertham e ainda vão prejudicar muito os quadrinhos. Todos sabemos o que ocorreu depois de 1954. As editoras foram obrigadas a criar o Comics Code Authority, um código de regras a serem seguidas nos gibis para que eles pudessem continuar no mercado.  As feministas e todos os tipos de ativistas de internet, estão criando um novo comics code. Suas reclamações e exigências já estão gerando censura e autocensura das editoras, perseguições de artistas e boicotes, tudo muito semelhante ao que aconteceu a partir de 1954.

Leia um trecho do Comics Code original e veja a semelhança com as reinvindicações atuais:

Illicit sex relations are neither to be hinted at nor portrayed. Violent love scenes as well as sexual abnormalities are unacceptable.

[Relações sexuais ilícitas não devem ser insinuadas nem retratadas. Cenas de amor violento, assim como anormalidades sexuais, são inaceitáveis]

Seduction and rape shall never be shown or suggested.

[Sedução e estupro jamais devem ser mostrados ou sugeridos.]

Nudity with meretricious purpose and salacious postures shall not be permitted in the advertising of any product; clothed figures shall never be presented in such a way as to be offensive or contrary to good taste or morals.

[Nudez com propósitos apelativos ou posições sexualizadas não serão permitidas no anúncio de qualquer produto; figuras vestidas jamais deverão ser representadas de forma a se tornarem ofensivas ou em desacordo com o bom gosto e a moral.]

Females shall be drawn realistically without exaggeration of any physical qualities.

[Figuras femininas devem ser desenhadas realísticamente, sem exagero de qualquer atributo físico]

Suggestive and salacious illustration or suggestive posture is unacceptable.

[Ilustrações sugestivas e sexualizadas, ou posições sugestivas, são inaceitáveis.]

É ou não é a mesma coisa?

Vamos deixar claro, os ativistas da “justiça social” ainda não pediram diretamente a proibição de todos os gibis que lhes desagradam porque não querem queimar o próprio filme com as editoras que estão mandando gibis de graça pra eles, e com os eventos que os estão convidando para dar palestras, mas assim que esse namoro acabar, assim que eles tiverem alguma autonomia, algo como Ongs, livros publicados e políticos que os apoiem, eles vão procurar o ministério público e coisas do tipo, para tentar censurar o que quiserem

O Comics Code só surgiu em 1954, mas a perseguição aos quadrinhos já existia desde 1938. Foram 16 anos pra chegar até o senado e precisou de um psiquiatra conhecido e um político oportunista pra pegar a questão (Estes Kefauver, democrata). Esse novo movimento tem menos de cinco anos. Então é só esperar. Lembrando que o Comics Code não era uma lei (nem foi o primeiro, ele foi o último e o mais agressivo), era uma série de regras impostas por algumas editoras, uma forma de autocensura da indústria, para evitar problemas com as autoridades e a opinião pública. Um caso ocorrido semana passada no Brasil, mostra que os SJW já estão ganhando força nesse sentido, já conseguiram até tirar o trabalho de um artista.

O desenhista Allan Goldman teve seu contrato de agenciamento reincidido por um estudio, após declarações controversas feitas em rede social. Mas as declarações nada tinham de ofensivo, muito menos de criminoso, o estudio não quis mais trabalhar para ele apenas para manter uma imagem de bonzinhos, e também para não se indisporem com ativistas sociais. Foi uma autocensura. Interessante que na época do Comics Code original, muitos artistas ficaram desempregados e nunca mais voltaram pros quadrinhos.

Só falta agora oficializarem o Novo Comics Code para guiar toda essa caça as bruxas.

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O estupro da cultura

Hoje em dia o sujeito nem escrever sabe, mas repete como um papagaio essas baboseiras paranoicas de justiça social e, pronto, já virou formador de opinião! Você vê, os sites e eventos de cultura pop estão contaminados com isso. Todo semianalfabeto falastrão agora é um “especialista em cultura pop”.

Depois de um suposto caso de estupro que movimentou as redes sociais, entrei em sites – supostamente – nerds, e vi um monte de texto mal escrito sobre a nova invenção das feministas, a tal “cultura do estupro”. Toda a cultura pop estaria normatizando o estupro, transformando meninos em estupradores. Poderia ser apenas baboseira do tipo que se esquece assim que surge outro assunto da moda, mas não é.

Um determinado site, este de especial mau gosto e boçalidade, elencou casos de estupro em HQs Marvel e DC. Todas as histórias eram de qualidade, primorosamente realizadas, mas continham cenas de estupro, então ganharam adjetivos como “lixo”. Uma censura dessas histórias foi sutilmente sugerida, mesmo que qualquer pessoa sã perceba que as cenas de estupro das HQs citadas são perfeitamente condizentes com o enredo e nada trazem de ofensivo.

Outro site publicou vários textos, extremamente mal escritos, afirmando que a cultura do estupro estaria em todas as formas de arte: literatura, cinema, quadrinhos, séries de TV. Em um dos textos, uma colunista afirma literalmente que adoraria censurar essas obras.

A mitologia grega, contos de fadas, literatura e pintura clássicas, Hqs, tudo deveria ser filtrado ao gosto de pessoas que tudo que leem na vida são livrinhos best sellers, tudo que conhecem são seriados de TV e tudo que fazem é repetir teorias estapafúrdias, paranoicas e doentias com uma sanha autoritária nunca antes vista. Você concorda com esse estupro da cultura?

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Os comedores de caviar.

Outro dia afirmei que os nerds, após encherem o cu de dinheiro, querem aceitação social, a única coisa que falta para a garantia de sua auto estima. Por isso eles aderiram facilmente as ideias da esquerda chique, inclusive a aberração pseudocientífica conhecida como ideologia de gênero.

A atitude da empresa que promoveu o linchamento público de um dos melhores desenhistas brasileiros é uma prova de que eu, infelizmente, estava certo. Depois de ficarem milionários, buscam ser bonzinhos, defensores das “minorias”, para ganhar, entre outras coisas, homenagens da prefeitura e convites para “jantares inteligentinhos” (Pondé), onde a esquerda chique, comendo caviar, discute a ideologia de gênero e defende o PT.

Nerds e geeks, que antigamente eram retardados comedores de cabeça de galinha, hoje querem ser aceitos, e comer caviar.

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Paranoia, paranoia

A palavra da moda nos sites de quadrinhos é “sexualizar”. As feministas radicais e sua corte formada por nerds eunucos, não querem que as personagens sejam sexualizadas. Elas fazem vigilância moralista, apontam movimentos de câmera em filmes, poses das personagens nos gibis, exigem que seja colocado mais roupa.

Fico matutando sobre que tipo de gente se ocupa disso. Imagino que sejam pessoas doentes, do tipo que, quando anda na rua, pensa que todo mundo está lhe observando, toma remédios tarja preta, tem ataques de choro e vai ao psiquiatra.

Outro dia, uma dessas malucas apareceu dizendo que as mulheres começam a ser assediadas aos seis anos de idade e que o fato das personagens serem sexualizadas colabora com isso. Quer dizer, se as pernas da Mulher-Maravilha aparecem, viramos todos estupradores.
É ou não é um caso de hospício?

Seria tudo muito normal se fosse apenas gente maluca, mas não é. Esse tipo de bizarrice é ensinado nas universidades, é tema de palestras em eventos de cultura pop. Essas pessoas se tornaram influentes com um discurso esquizofrênico.

Uma das maluquices que mais me chama a atenção é quando dizem que nós homens queremos que as personagens sejam sexualizadas para praticar masturbação olhando as imagens. Mas preste atenção, você acha mesmo que alguém saudável consegue se masturbar olhando um desenho de Frank Cho? Acredito que não, nem um garoto de doze anos consegue isso. Acho que só se o cara estiver isolado em uma ilha deserta, sem ver mulher há anos, ele vai se masturbar olhando essas figuras tão simplórias. Mas e se fosse mesmo pra se masturbar, qual seria o problema?

O moralismo desses radicais é uma doença mental, devem ser pessoas bem infelizes.

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Sem decote

A nova maluquice das feministas: criar esquemas para avaliar filmes contando quantas mulheres aparecem auahauahauahau.

Chega de analisar planos, enquadramentos, fotografia, estrutura narrativa, estética visual. Tudo isso é bobagem reacionária e machista cis branca opressora e estupradora. O que importa é contar quantas mulheres e travestis aparecem no filme e fazem parte da equipe de produção.

Mas não se assuste, este é o futuro da crítica cinematográfica. Um dia essas meninas vao ser as maiores críticas de cinema pop do Brasil, com apoio das grandes corporações nerds.

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Mini Manifesto

Na internet há muitas pessoas que lutam contra o marxismo cultural. No meio nerd, ainda sou quase o único a travar uma batalha contra essa influência perniciosa.

Surgiu o blog Contra 52, copiando algumas ideias minhas, porém eles tem um tom agressivo que só faz dar munição para o inimigo. Ainda espero ver surgir uma resistência legítima ao marxismo cultural no meio pop, nerd e geek, gente com embasamento teórico e uma boa articulação. O Cine Reacionário faz seu papel, o New Frontiers Nerd, e também o cartunista Spacca.

Mas nós ainda precisamos de mais sites. Estamos perdendo a guerra. Precisamos de uma resistência que não se renda jamais ao sistema deles. Jamais utilizar a linguagem deles, palavras como “trans”, “cis”, “whitewashing”, nunca devem ser usadas, a não ser como forma de escárnio. Se você usa a linguagem deles, você os dá razão. Eles tentam modificar a linguagem e, dessa maneira, modificar o pensamento.

É necessário criar uma forte  resistência na internet e dar voz aos consumidores de cultura pop, predominantemente liberais ou conservadores. É necessário expor o ridículo do politicamente correto e sua ameaça a liberdade de expressão.

E assim garantir o discurso livre, inteligente e independente.

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11 comentários

  1. Eu vejo isso não só com o feminismo, mas em várias outras correntes do politicamente correcto, como a obrigatoriedade de ter certa minorias étnicas ou orientações sexuais. É o caso da introdução de Kamala Khan como a nova Miss Marvel, a transformação de Sam Wilson em Capitão América e o novo Wally West negro, ou a revelação de que o Lanterna Verde original, Alan Scott, e o Homem de Gelo dos X-Men agora são homossexuais.

    O engraçado é que estas feministas, que exigem mais “heroínas” mas que sejam capazes de resolver os problemas com sentimentos, e que querem ver mais mulheres trabalhando nos quadrinhos (sobre temas que interessem a mulheres, que é código para dizer que interessem a feministas da modinha), não fazem a mínima ideia quem é a Trina Robbins nem que ela criou a primeira anti-heroína dos quadrinhos, a Vampirella.

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  2. Eu já tinha notado a volta do Comics Code Authority, dessa vez velado mas muito mais abrangente e poderoso.

    O pior é que esse novo código é totalmente auto-imposto pelo fandom e pelos criadores de quadrinhos. Isso me lembra quando eu estava lendo 1984 e me perguntei ”meu Deus, como as pessoas permitiram que sua sociedade chegasse a esse ponto de opressão e controle?”

    Observando a nossa realidade, agora eu sei: as pessoa PEDIRAM para que sua sociedade chegasse aquele ponto. As pessoas AJUDARAM o governo a oprimir elas mesmas e bateram palmas quando aconteceu. Quando elas se tocaram da burrada que fizeram, já era tarde demais.

    Aí você começa a perder a esperança na humanidade.

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  3. Frank Cho, a despeito de se gostar de sua arte ou não, merece crédito por ser um dos únicos na indústria de quadrinhos a ter tido culhões pra mandar esse pessoal sjw ir pastar. Cada arte que ele faz parece ser uma provocação aos politicamente corretos (ficaram famosas suas capas de figuras femininas voluptuosas, com uma Spider-Gwen indignada no canto gritando ‘OUTRAGE!!!’)

    Curtido por 1 pessoa

    1. Bicho, ninguém disse que precisa ter mulher estuprada, só disse que ninguém em sã consciência se deixaria influenciar pelo que tá num bocado de papel. Portanto, pode ter a maior barbárie na historinha, não vai passar de uma motherfucking historinha. E quem quer censurar beijo gay são conservadores de extrema direita, o que o autor desse site não parece ser.
      Não bosteje.

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