Por favor, cancelem o FIQ!

 

Eu tinha alertado a todos vocês sobre o desvirtuamento dos objetivos do evento de quadrinhos conhecido como FIQ quase dois anos atrás.

Na época, eu disse:

[….] a ser realizado esta semana em Belo Horizonte, Minas Gerais. Quase todas as discussões são relacionadas a política, o evento parece ser direcionado a um único objetivo,  (des) educar os participantes para as ideologias políticas que contaminaram os quadrinhos.

Veja estes exemplos:

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19h | Política e quadrinhos | Alexandra Moraes, Alexandre Beck, Marcelo D’Salete e Thaïs Gualberto | Mediação: Fabiano Barroso

As relações de poder e suas representações nos quadrinhos.

O principal debate do dia vai discutir “relações de poder”, isso é uma temática própria do filósofo francês Michel Foucault, querido nos cursos de ciências sociais e baluarte das ideias de esquerda; qual a utilidade de discutir isso em um evento de quadrinhos?

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13h | Conversa em quadrinhos com Gail Simone | Mediação: Ana Koehler

A artista, uma das responsáveis por incentivar novas abordagens quanto à representatividade feminina nos quadrinhos, fala sobre sua carreira e os desafios enfrentados no caminho.

Gail Simone, ex-cabeleireira, feminista radical. Não tem nenhum trabalho de destaque, é mais conhecida por estragar personagens alheios como Sonja e Vampirella. O que vem fazer no Brasil? Resposta óbvia, doutrinar para a sua ideologia.

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15h | Que diferença faz? Que diferença fez!

O FIQ adere a campanha do Ministério Público do Estado de Minas gerais, acreditando na importância de mobilizar a sociedade contra a discriminação, estimulando o respeito às diferenças.

Isso me cheira a doutrinação, ainda mais se tratando de projeto do governo. Do que vão falar? Todo o papo de respeito as diferenças é máscara para ideologias estapafúrdias, neofascismo, censura de conteúdo e lavagem cerebral.

Aqui temos apenas alguns exemplos, mas haverá muito mais, com certeza todos os debates vão ser direcionados pela curadoria do festival para manipular a mente da rapaziada. Tenho pena da geração atual, não sabem mais se divertir, tudo que eles fazem vem com discursinho progressista, vitimista, rancoroso e ressentido. É uma geração que vai se tornando cada vez mais infantilizada, mimada. Esses eventos de quadrinhos vem alimentar isso.

 

Minhas palavras não fizeram eco, pelo contrário, fui ridicularizado nas redes sociais. Mas o destino é correto e implacável. O FIQ parece ter sido cancelado pela prefeitura de Belo Horizonte.

 

O jornalista Paulo Ramos publicou o seguinte texto no facebook, poucos dias atrás:

Em primeira mão: Prefeitura de Belo Horizonte não incluiu o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) na verba de cultura do município para este ano. Apesar de constar na programação das atividades culturais de 2017, o evento não foi incluído na relação de itens a serem custeados pelo município, divulgada em audiência pública, realizada na capital mineira nessa quarta-feira (05.04). Não por coincidência, data do festival, um dos mais importantes do país, ainda não foi confirmada pela organização. O FIQ ocorre a cada dois anos, sempre no segundo semestre.
Segundo o site fake news Terra Zero, Daniel Leal Werneck seria um dos curadores do evento, ele escreveu no facebook na última sexta:

Mais de 300 pessoas já reclamaram na página da prefeitura, meu chat aqui está lotado de mensagens, então deixa eu tentar explicar melhor o que está acontecendo com o FIQ.

Segundo a prefeitura, o evento está “programado, mas não previsto.”

Traduzindo de burocratês para português isso significa que, no orçamento da Fundação Municipal de Cultura, não existem recursos do tesouro municipal para a realização do evento. Eles querem fazer, está na agenda, mas simplesmente não tem dinheiro.

Quanto dinheiro? Algo na casa dos 900.000 reais (e não 200.000 como ouvi por aí). Isso seria apenas a parte da prefeitura, fora os patrocínios externos. Lembre disso antes de me perguntar sobre crowdfunding.

Ou seja, teoricamente, se aparecesse um dinheiro milagroso na prefeitura, poderia haver evento. Eu já vi milagres acontecerem antes no FIQ, mas nada nessa escala. Acho impossível acontecer.

Outros eventos gigantes como Virada Cultural e FAN estão na mesma situação. E a tendência é piorar.

Ao que parece, não há dinheiro para o FIQ, a verba a ser destinada seria de 900 mil reais e não consta no orçamento do órgão regulador das atividades culturais da prefeitura da capital mineira.

Se isso for verdade, é positivo, e as razões são bastante claras: O Festival Internacional de Quadrinhos havia, como eu apontei por ocasião de sua última realização, sido sequestrado por forças estranhas a produção de quadrinhos, havia se tornado mais um canal para a difusão massiva de propaganda política progressista. Disfarçado de evento cultural, o que se via na prática era uma saraivada de discussões políticas com objetivo claro de doutrinação ideológica.

Aconteceram tantos absurdos no último FIQ a ponto de não caberem no gibi. Eu não estive no evento, mas uma fonte me contou que até os cosplays eram censurados. Uma guarda pretoriana de feministas malucas impediram que as garotas vestissem fantasias sensuais, elas eram orientadas (leia-se coagidas) a vestir mais roupas, supostamente para se defender de um imaginário assédio machista da parte dos nerds (como se um nerd fosse capaz de assediar alguém!). Dai foram criadas fantasias politicamente corretas para “lacrar” as meninas. Esses absurdos desacreditaram o evento perante qualquer pessoa sã, não contaminada com as pérfidas ideologias da esquerda. O que antigamente pode ter sido um evento destinado a promover a cultura de quadrinhos tornou-se palco de proselitismo de grupos minoritários e uma elite chique “do bem”. Agora a situação mudou  completamente. Se quiserem fazer lavagem cerebral, banquem isso com seu próprio dinheiro! Não vai ter mais mamata com dinheiro público. Não existe mais almoço grátis pra militante do PSOL disfarçado de nerd.

As ideias progressistas só tem prejudicado os quadrinhos, vimos semana passada o caso da Marvel, cujas vendas despencaram por causa do excesso de proselitismo em suas HQs. Não há nada a se ganhar com isso, mas tudo a perder.

É óbvio que o evento deixou de ser contemplado por verba pública provavelmente por outras razões, estamos em uma época de crise, mudanças. Porém, de qualquer forma, é necessário que o dinheiro público seja destinado a atividades mais necessários ao povo. A segurança, a saúde, por exemplo. Quadrinhos devem ser entretenimento, não propaganda política. Devemos comemorar o fim do FIQ, se isto for verdade, pelo menos enquanto este evento não retorna as suas raízes e deixa de lado a sujeira da política progressista.

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6 comentários

  1. uhhh… Você ta falando sério? Não entendi nada do que você disse, sinceramente. Tipo, de onde vem essas suas provas todas? ainda mais vindo de alguém que nem foi no evento pra começo de conversa. Tudo o que eu vejo é alguém reclamando da programação sem dizer nada pra melhorar, e ou que faça algum sentido. Se o FIQ trata de discutir as diferenças e política ÓTIMO, e digo mais,NECESSÁRIO. “Doutrinação nerd”? really? Parece que ainda por cima não entende nada sobre fazer quadrinhos… Obs: As vendas da Marvel não despencaram pelas histórias abordarem as diferenças… Foi 1) péssimas condições de trabalho dos desenhistas/autores 2) Fazer 6 grandes eventos em um período de seis meses e 3)histórias ruins mesmo ;*
    vlw flw!

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  2. Procure pelos perfis no Twitter dos curadores da edição de 2015 (Daniel Werneck e Ana Luiza Koehler) e você verá a avalanche de estrume esquerdista que essas pessoas defendem. A Fundação Municipal de Cultura de BH, assim como todos os órgãos de cultura do Brasil, é um antro de ideologia comunista descarada.
    Sou de BH e vou pro evento desde 2001. As melhores edições foram as de 2007 e 2011, justamente as que trouxeram mais atrações que os fãs queriam. Depois de 2013 as pautas do evento se chafurdaram em militância comunista, feminista, negra e LGBT. É a queda total. É o nosso dinheiro público indo embora direto para as mãos da agenda revolucionária.
    Por mim essa merda já estaria cancelada há muito tempo. Evento de quadrinhos nesta caralha de país é mais uma caixa de ressonância cultural da esquerda, e tudo que os direitistas de MG pensam é em economia e em defender o catolicismo, em vez de partir pra cima do pescoço dessa putada. Bando de idiotas.
    Parabéns pelo blog, e obrigado por deixar desabafar.

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  3. E só por puro prazer vou destruir mais uma idiotinha, que é essa tal de Liz. Deve ser o tipo de feministinha militonta que arrota “meu corpo minhas regras” e “chega de fiu fiu cantada é assédio” só para ficar bem na fita com Xs amiguinhXs e ganhar uma maconhinha de graça, mas é a primeira a molhar a calcinha para um canalha cafajeste destacado, bombadinho de praia e com algum dinheiro. Conheço muito bem esse tipinho.

    1) é simples melhorar o FIQ e atrair muito mais público do que o evento já tem: parem com as pautas de avanço da ideologia revolucionária (defender aborto, casamento gay, transsexualismo, socialismo, ecochatismo, drogas) que só interessam aos globalistas e aos seus militontos e não às pessoas normais (leia Olavo de Carvalho, Roger Scrutton, Ortega y Gasset, Roger L. Devlin se tiver coragem), e falem de cultura pop pura e simplesmente. Tragam editores renomados, tanto pra falar de obras clássicas quanto das atuais. Tragam gente qualificada pra avaliar talentos tanto do mercado nacional como do exterior. Tragam artistas aclamados pela galera em geral (e não apenas por um nicho militante barulhento, como o antipático do Laerte). Tragam mangakás. Façam entrevistas exclusivas com profissionais fodas reconhecidos pelo talento, e não pela afinidade ideológica. Façam uma sessão noturna +18 com desenhistas de quadrinhos eróticos (há muitos deles no país, renegados). Montem um estúdio fotográfico simples para sessão de fotos com cosplayers e dêem um prêmio ainda que simbólico pro melhor cosplay através de concurso. Divulguem as novidades em inglês nas redes sociais. Se for convidar um autor da esquerda, é obrigatório convidar um autor conservador pra fazer contraponto. Não tem dinheiro pra tudo isso? Mete um financiamento coletivo, levanta grana com empresas privadas (que são quem produz de verdade) ou na pior das hipóteses faz um evento menor, mas significativo para toda a população e pros fãs, e não apenas pra grupelhos ideológicos. Se puderem privatizar o FIQ, melhor ainda porque tudo estaria livre das garras do governo da esquerdalha.

    2) me fale sobre um autor, desenhista ou roteirista, que trabalhe em péssimas condições, e fale quais são exatamente essas condições que você sugeriu existirem.

    3) no Japão e na Europa e mesmo nos EUA acontecem eventos gigantescos todo o tempo durante todo o ano. Apresente a relação de causa e efeito disso com a má qualidade de alguma história produzida nesses países. Mas apresente com fatos, dados, pesquisas. Porque é fácil digitar qualquer merda com seus dedinhos de siririqueira gorda. Se for contestar alguém, mostre a que veio.

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  4. Nem só de heróis americanos vivem os quadrinhos. Hoje, os temas são cada vez mais abrangentes, de acordo com as realidade de cada autor. Tem lugar pra todo mundo. Não entendi a posição reacionária do blog.

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