Mês: maio 2016

Pelo fim do MinC, e pelo fim da ignorância!

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O fim do Ministério da Cultura e sua integração ao Ministério da Educação, como uma pasta, gerou inúmeras reações na internet. Há cerca de uma semana a polêmica permanece. A divisão entre os pró e os contra a medida é bem marcante, e o debate, agressivo. Talvez nunca em nosso país tenha ficado tão claro que há uma guerra cultural em curso. De um lado, temos artistas, produtores culturais e escritores com tendências a esquerda, partidários da presidente afastada; de outro… bem, do outro lado temos jornalistas, alguns intelectuais, quase nenhum artista, e muitos palpiteiros do meio virtual, inclusive pastores evangélicos, a favor do governo interino e do fim desse Ministério. Há uma série de equívocos no discurso dos dois lados, um bom montante de interesse no primeiro grupo e muita ignorância no segundo. Quero primeiro deixar claro que sou a favor do fim do MinC, mas não quero ser associado ao discurso dos ignorantes, assim com não apoio o discurso dos interesseiros.

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O maior vilão da história

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Há um mito amplamente difundido entre quem não conhece profundamente as histórias em quadrinhos de super-heróis, o de que esse gênero foi criado como uma forma de propaganda política. Os adeptos dessa ideia ignoram que uma das principais características das HQs de heróis é refletir o momento presente, como qualquer trabalho de ficção. Criados pouco tempo antes da Segunda Guerra Mundial, os gibis de heróis apenas aderiram a propaganda de guerra para seguir a tendência cultural daquele momento, visando um óbvio acréscimo nas vendas. As histórias ultrapatrióticas e politizadas dos heróis lutando contra o Eixo marcaram a época conhecida como Era de Ouro dos super-heróis e confundem-se com sua gênese; alguns personagens foram criados nesse interím e ficaram impregnados com essas características definitivamente. Mais tarde, a Guerra Fria, o Vietnan, o caso Watergate, o 11 de Setembro, todos os momentos históricos importantes dos Estados Unidos tiveram reflexos nesses quadrinhos, alguns trouxeram significativas mudanças nos principais personagens e grupos de heróis. Entre a sátira e o simples comentário até o claro posicionamento político, os gibis de heróis sempre espelharam o momento atual dos EUA e do mundo.

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