Gays, façam seus próprios quadrinhos!

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Há alguns anos, denunciei o lobby gay na indústria de quadrinhos americanos. Diversos personagens estavam sendo transformados em homossexuais, sendo afeminados e tendo sua história completamente deturpada para servirem de bandeira para uma ideologia. Desde aquela época, as coisas só pioraram. O lobby continua e tem cada vez mais força. Recentemente, o Homem de Gelo foi transformado em gay sem explicação nenhuma. Eles estão avançando em sua agenda, agora não visam só os personagens secundários, querem os principais. Enquanto houver uma criança ou jovem que não concorde com a agenda, eles seguirão tentando influenciar.

Como já disse várias vezes, quadrinhos são pra divertir, não pra fazer lavagem cerebral ou ganhar prêmios de direitos humanos. Mas não é assim que determinados grupos o enxergam. Há algumas semanas, o evento CCXP apresentou uma série de palestras sobre o vitimismo das mimiminorias. Não havia sequer um especialista em quadrinhos, parecia um evento da Anistia Internacional. Entre os palestrantes, uma figura que em seu site ensina como ser um travesti, outra que escreve “em pró” em vez de “em prol”, uma que diz que o Conan nunca fica bêbado e um travesti.

Sim, isso mesmo, você paga uma fortuna pra levar suas crianças para um evento de quadrinhos e lá tem palestras sobre gêneros. O mundo dos quadrinhos sempre teve pessoas de todo tipo, não há razão nenhuma pra supor que homossexuais não leiam quadrinhos ou não possam ser especialistas no assunto. Mas o problema aqui é que essas pessoas especificamente não demonstram conhecimento algum sobre o assunto. Estão lá apenas pela sua condição de porta vozes da ideologia de gênero e outras bizarrices. Você entra em todos esses sites que tratam de feminismo, gayzismo, racialismo, e vê que eles não conhecem a história dos quadrinhos, tanto que acusam as HQs de incentivarem ao crime, ao machismo, o racismo e a homofobia. Nada disso jamais existiu nos quadrinhos. Eles não dão palestras porque conhecem quadrinhos, fazem isso porque repetem o discurso viciado que as academias e a grande mídia tentam nos fazer aceitar a força. Daqui a pouco o sujeito que desejar se destacar nesse mundo, em vez de estudar arte, história dos quadrinhos, literatura, teoria das HQs, aspectos da indústria, processos gráficos e tudo que é necessário pra se entender de quadrinhos, vai montar um sitezinho medíocre sobre teoria de gênero e pronto, será o novo cognoscenti das HQs, vai brilhar nos eventos, mesmo sendo semianalfabeto. Vai ser como no livro The Wanting Seeds, de Anthony Burguess, onde o sujeito se finge de gay pra ganhar melhores empregos, mesmo sendo um incompetente.

Não tenho nada contra quadrinhos gays, mas acho que cada coisa deve ter seu devido lugar e seu devido valor. Um personagem consagrado como o Homem de Gelo, que nunca foi e nunca deveria ser gay, porque não foi criado pra isso e não tem histórico de homossexualismo, não pode ser deturpado dessa forma. Várias gerações conheceram esse personagem ainda na formação original dos X-Men, criada por Jack Kirby e Stan Lee. Tenho absoluta certeza que o Rei não aceitaria isso. Lee deu entrevista onde disse não saber de nada disso. Ele nitidamente desconversou. Nenhum artista gosta de ver suas criações deturpadas, mas ele não tem direito algum sobre o personagem.

É lógico que há muitos artistas gays na indústria de quadrinhos, mas se eles querem se expressar, por que não criam seus próprios personagens? Por que pegar personagens consagrados e transformá-los de maneira esdrúxula e forçada? Isso não vai gerar simpatia por homossexuais (se esta é a razão), pelo contrário, vai gerar antipatia por eles da parte dos fãs antigos, inclusive aqueles que são gays, já vi diversas manifestações do tipo nas redes sociais. Mas para os militantes, todos os que não querem ver seus personagens transformados dessa forma são “homofóbicos”.

Outra coisa, essa ideia de que as pessoas querem ser “representadas” diminui a experiência de se ler ficção. Se você lê uma história de fantasia é para sair de sua realidade, expandir sua consciência, como disse C. S. Lewis, lemos ficção para experimentar o mundo a partir dos olhos dos outros. Lendo HQs eu posso ser o líder de uma tropa na Segunda Guerra Mundial, um astronauta perdido em um planeta estranho, um pirata, mutante, um ser paranormal ou o que eu quiser. Não preciso ter algo ou alguém parecido comigo para me espelhar. O leitor que busca apenas “representatividade” está se fechando em uma bolha. Fechado nesse mundo tolo, onde nada lhe desafia e desagrada, ele nunca vai deixar a infância. Uma coisa visível nessas pessoas que reclamam de “representatividade” é que elas são infantis e não tem muita experiência de leitura.

Por que os homossexuais não criam seus próprios personagens, seus próprios selos para publicação? Tem medo de não fazer sucesso. Por que tentam nos obrigar a ver nossos personagens clássicos deturpados e destruídos pela ação de militantes de causas bizarras? Uma editora brasileira anunciou a publicação de um gibi gay. Vão lá e comprem, se é isso que querem, se arte pra vocês é militância idiota, mas deixem as criações alheias em paz.

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33 comentários

  1. Por que não pegam o Estrela Polar, um personagem já estabelecido como gay, e escrevam boas histórias tendo ele como protagonista? Não histórias ‘frufru’ como casamento e relacionamentos (pra quem gosta disso, tem a novela das 8), mas histórias realmente fodas, com ação e enredo. O personagem é bacana, tem personalidade forte e poderes ‘badass’, não tem porque mexer com o que já foi estabelecido.

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  2. Tem em Authority a dupla gay mais badass dos comics: Apollo e Midnighter. Já nasceram assim, não foi preciso transformação nenhuma e tiveram das melhores histórias dos comics dos últimos 20 anos. Aliás, foram o 1º casamento gay da história dos comics (1999/2000).
    O tratamento que Warren Ellis e Mark Millar deram foi excelente.

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  3. Nem era necessário colocar o “sem medo da polêmica” na biografia. Basta um olhar de relance no título para notar que o seu desejo é uma polêmica, de preferência uma que atraia o máximo de visualizações possíveis que possam, talvez, encher o seu ego.
    Um texto vazio e feito não para fincar uma bandeira ideológica ou um posicionamento do autor, mas para alimentar uma anomia cultural contra o que vocês supõe ser uma espécie de cartilha ou manuel, o famigerado “politicamente correto”.
    O conjunto de ideias e ações que você se refere como politicamente correto, nada mais é do que uma sucessão de passos em busca de igualdade que, por sua vez, diminui injustiças e violência. Mas como alguém que julga discurso de ódio como sinceridade poderia entendê-lo?
    No lugar da sabedoria que alguém com a sua proclamada idade deveria ter, testemunhei mais uma vítima do “politicamente incorreto”, que parece ser um movimento cuja finalidade é apenas criticar tudo o que dá destaque a um grupo ou uma classe social que não seja a sua.
    Uma pena ver um texto tão radical criticando um suposto radicalismo como se tudo estivesse normal, mas continue. Seus títulos sensacionalistas certamente lhe garantirão muitas visualizações fáceis. Afinal, com uma breve paráfrase de seu pensamento, eu concluo:
    Por que o Mauro Tavares não cria textos criativos e inteligentes que apresentem alguma base cultural digna de debate? Tem medo de não fazer sucesso.

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    1. Engraçado Ricardo, é que o site tem diversas resenhas e textos de teoria dos quadrinhos, todos isentos de “polêmica” e dignos sim de debate. Mas não vejo você comentando neles. Por quê? Quando o Mauro resolve dar uma provocada, a galinhada politicamente correta vem cacarejando em polvorosa (você entre eles).Você tem razão num ponto: o politicamente correto realmente busca a igualdade, mas a igualdade de pensamento, aí de quem pensar diferente. Deixe de ser hipócrita, você não quer debate. Infelizmente pra você, a censura ficou lá nos anos 80, e por mais que tua turminha tente, ela não vai voltar.

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      1. (Felizmente) Nunca tinha ouvido falar do site, Diego. Li vários artigos e comentei tudo o que achei do site no geral aqui (pode notar um comentário um pouquinho mais longo).
        Você tá confundindo liberdade de expressão com discurso de ódio, um mal comum hoje em dia. E ainda faz isso para bancar o papel de advogado do diabo de um site que precisa fazer uma lista de sites odiados (com os mais populares do meio, já que o dele obviamente não e) para se sentir poderoso.
        Você quer um debate? Comece deixando de lado termos como “galinhada” e “hipócrita”. Eles não são muito convidativos e (tentar) ofender os outros não é uma qualidade atraente.
        Por sinal, quem prega valores retrógrados é o autor do texto, não eu. Censura é dizer o que pode ou não pode, como ele chama, tão profundamente quanto pode, de ” lobby gay nas editoras”. Eu, como você pode notar, disse que a estratégia dele é eficiente e recomendei que continuasse. Certamente o resultado desse polêmica juvenil trouxe muitas visualizações ao site dele.

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        1. Pqp.. não gostou do site? vai lá pra pag do jean wyllys e para de encher o saco aqui, esse é um texto para quem curte os quadrinhos, não para homossexual vir falar de homofobia pq eu não quero que um personagem badass criado em 1950 seja transformado em um travesti só para te agradar.

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        2. Esse é o problema, tudo pra vocês é discurso de ódio “Olha, eu não concordo que se transforme personagens consagrados em gays, deviam criar personagens novos” “Discurso de ódio, seu homofóbico!” “Olha, pra mim o Steve Rogers é e sempre será o Capitão América.” “Discurso de ódio, racista!” E por aí vai. Quanto aos termos que eu usei, sinto que você se incomodou, mas não posso me referir de forma diferente a algo que abomino e desprezo. Os politicamente corretos usam termos como homofobia, racismo, machismo, fascismo, etc, de forma totalmente discriminada e banalizada, sendo que muitos acabam se curvando diante dos verdadeiros fascistas. Desculpe, mas nunca vou compactuar com isso. Quanto a bancar o advogado do diabo, ora, simplesmente o Mauro não quer ver os personagens que ele cresceu lendo sendo usados pra fazer proselitismo, opinião da qual eu compartilho. Sim, obviamente ele gosta de provocar, mas se isso te incomoda, ninguém te obriga a ler os textos daqui.

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  4. No inicio, o Wolverine usava luvas com garras que ficavam a mostra o tempo inteiro. Mudou para o que conhecemos hoje, garras que fazem parte de seu esqueleto.
    O Magneto originalmente não era uma criança judia nos tempos de segunda guerra.
    Não é de agora que esse tipo de detalhe novo é acrescentado em quadrinhos e provavelmente na época que isso aconteceu deve ter tido gente que não gostou, mas o tempo passou e superamos isso ao ponto de acreditarmos que sempre foi assim.
    O Homem de Gelo agora é Gay. Entendo que essa é uma estratégia para fazer as pessoas aceitarem melhor esse tipo de diferença

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  5. Eu lé todos os comentários antes do meu. Alguns que dá pra tirar algo de proveitoso, outros que são simplesmente lixo virtual. Vou tentar ser direto e simples. O Homem de Gelo é um heroi dos HQs, certo? Ser gay o distituiu dos seus feitos? Acho que não. Agora observemos tudo que nos circundam, serão nossos “rótulos” que nos distituiram de tudo que fizemos ou o que somos. Assim num é diferente com um personagem tão aclamado. Num pense que isso é uma força de ideologias e que são os gays que querem isso, afinal é tudo um processo de marcketing (o velho dinheiro), pense, aqui no Brasil não é assim mas nos EUA esse será um público cativo. Vamos deixar de ser malucos e burros, ninguém (inteligente ou bem formado) vai querer ser gay por causa de um personagem de HQ, afinal não é vantagem nenhuma ser gay (sofre intolerância e essas coisa, além de ser difícil se aceitar). Então eu compro o peixe do Valens: é só não comprar, afinal seu dinheiro “vai fazer tanta falta” no bolso da corporação. Agora pare com esse discurso agressivo e grosseiro, por favor.

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  6. cai no site por acaso… e não pretendo voltar, mas antes deixo minha opinião. E é bizarro a posição de alguns “entendedores” do assunto. Os Comics sempre tiveram a responsabilidade de criar certas ideologia ou representar seu público. Pode parecer longínquo, mas a exemplo Miss Marvel que sempre foi ícone feminista (sei la desde anos 60, não vou ao google confirmar isto) e até a Nova “Miss Marvel” Inumana, Indiana, que levanta uma bandeira sobre imigrantes; Falcão o primeiro negro. De lá pra cá, muitos herois tem muitas e muitas versões e inclusive trocas de sexo, de lado (bem e mal). Se notarem ainda, as heroinas já usam calças 🙂
    Os Comics tem sim sua responsabilidade social, e se as editoras estão a trabalhar nisto, é porque também há interesse e público pra tal. Se isto incomoda muitos … uma pena.

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  7. “”Não preciso ter algo ou alguém parecido comigo para me espelhar. O leitor que busca apenas “representatividade” está se fechando em uma bolha. Fechado nesse mundo tolo, onde nada lhe desafia e desagrada, ele nunca vai deixar a infância.”” Os personagens héteros TE representam. Saia da sua ‘bolha’ então. Respeite a sexualidade que cada um tem. E se não quer ver gays, se tranca num quarto, querido! Por que nós estamos aqui! Nós existimos!!

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  8. bla bla bla bla…

    héteros, parem de usar computadores e inventem alguma uma máquina semelhante pra vcs. Afinal, quem inventou o computador foi um homossexual – Allan Turing.

    (textinho mais medíocre esse, hein?)

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  9. Mas na Marvel e na DC tudo é assim. O Batman já foi aleijado, Agora usa a poltrona de Metron, Viciado, Vilão… Os X-Men já passaram por tantas mudanças.. O Homem- Aranha nem se fala.. Ser gay ou não é só mais uma. E outra, a única agenda por trás disso é ganhar dinheiro, atrair mais público. Não é o povo que dá palestras de gênero que quer mudar os quadrinhos. As editoras é que querem atrair também este tipo de gente.
    EDitoras só pra gays, só pra negros, só pra asiáticos, só pra hispânicos.. Nãoa cho que seja por aí. O mundo real não é assim.

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  10. Eu sou totalmente de acordo com o que ele disse, e em momento algum ele xingou os homossexuais ou algo do tipo por serem homossexuais. As pessoas que gostam de usar a máscara de cretinos dizendo “você é homofóbico”, e tal mas não é assim que funciona. Chega até a ser hipócrita isso de falar que ele só vê as coisas do ponto de vista dele, pois quando o cara fala ele já é tachado de preconceituoso e ignorante, como se as coisas fossem realmente tão preto e branco: ou você é gay ou homofóbico. Acho o que ele deixou bem claro aqui foi a sua indignação em ver um personagem que do nada se assume gay. Aí eu pergunto pra que fazer isso? Tem gente que até fala que os que dizem “nada contra, mas”… Também são homofóbicos só porque nós não saímos com um arco-íris desenhado na testa e dizendo “como é bom ser gay, se pudesse seria também!” se os gays tem o direito de se assumirem e dar seu ponto de vista, porque o cara aí também não pode? E ele ainda foi educado no texto, mas no fim as pessoas é que parecem que não sabem interpretar ou opinar de forma justa e coerente.

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  11. Se vc não gosta do que os donos dos personagens fazem com eles, crie vc seus próprios personagens e faça com eles o que quiser (vamos ver se vai vender…)

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  12. Uma coisa interessante desse fenômeno é que as pessoas querem saber da vida sexual e íntima do herói, coisa que antes era escondido. Os gibis e filmes se limitavam a poucas cenas, era beijo e todos já entendiam que os heróis transavam. Mas em filmes como o DeadPool temos um deslumbre enorme de parte da vida sexual dele. Ele chega ser ” fudido” pela namorada puta ” certinha” dele. O que o espectador tem a ver com aquilo? Era mesmo necessário? E tem piada homofóbica, ele leva tiro no cu etc etc. Mas os homens adoram, riem horrores… Eu entendi que hoje em dia a vida sexual e sexualidade do herói é muito exigido por parte do público. Não basta ele ser herói, ele tem que mostrar para todos sua preferência sexual. As heroínas tem que mostrar que são, além de tudo, feministas. Não basta ser forte fisicamente, ela tem que se posicionar. Talvez isso faça parte da nova construção psicológica de um herói, pois o fato dele voar, soltar fogo, gelo, ter super força distancia o ser humano dele e então queremos saber onde ele é humano, ou seja, na sua vida sexual e amorosa e política até.
    Não aceitar a mudança da sexualidade do personagem pode ser uma armadilha do envelhecimento. Acabamos nos tornando moralistas como nossos pais que achavam que o simples fato de ler um quadrinho já era contravenção. Os quadrinhos sempre foram visionários e isso sempre incomodou a geração anterior. Ou seja, alguns leitores estão ficando velhos e não querem aceitar o novo, a mudança de pensamento e achando que tudo é simples, como achar que estão lavando a mente dos jovens com um personagem gay…
    Mas eu concordo que alguns não saibam falar sobre o assunto e fazem aquelas palestras horrorosas e chatas sobre a sexualidade dos heróis…aquilo é chato demais…

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