O slogan abortista em Turma da Mônica Jovem

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Esqueci de comentar aqui um fato ocorrido já há alguns meses, mas que não posso deixar passar em branco. O gibi da Turma da Mônica Jovem #94 colocou na boca da personagem conhecida e amada por tantos brasileiros uma frase utilizada frequentemente em campanhas feministas pró aborto como a “Marcha das vadias”. Chateada com seus amigos que lhe cobravam que colocasse um aparelho dentário, Mônica esbraveja “Meu corpo, minhas regras”.
“Comunistas, como bons psicopatas que são, sabem imitar perfeitamente os sentimentos bons das pessoas normais, para conquistar sua confiança e depois, quando estão desprevenidas, inocular nelas o veneno, o ódio revolucionário. No aguardo do momento certo de virar o jogo, podem esperar dez, vinte, trinta anos, gerações inteiras. A “Campanha do Betinho”, que começou simulando caridade até transfigurar-se no obsceno “Fome Zero”, foi um exemplo clássico. A transformação da inocente Revistinha da Mônica num odiento discurso abortista é outro.”

A declaração do filósofo acabou gerando polêmica entre os fãs da personagem, alguns chegaram a propor boicote ao gibi e a demissão da roteirista Petra Leão, responsável pela revista.  Ela, por sua vez, declarou:
“Há mais de 50 anos, as histórias em quadrinhos da Maurício de Sousa Produções são feitas para divertir e entreter, mas também para levantar discussões saudáveis, sempre com muito respeito a todos”
Antes de entrar na questão, gostaria de fazer algumas considerações.
Eu particularmente não sou fã de nada produzido pela MSP. Leio quadrinhos desde os cinco anos de idade e apesar do que muita gente fala por ai, não aprendi a ler com Mônica. Na realidade, quando eu era criança, tinha ojeriza a esses gibis. Os personagens de Turma da Mônica me pareciam superficiais, uma versão abrasileirada e diluída de Peanuts, com uma pobreza gráfica de dar dó. Era sempre uma arvorezinha, uma casinha e um arbusto, quadrados repetidos, diagramação primitiva. Os diálogos eram pobres e sem graça, subestimavam a inteligência de uma criança mais esperta. Tudo muito mal feito se comparado ao pior gibi americano. Eu lia super-heróis, Disney e Conan, se alguém me perguntasse se eu gostava de Mônica, ficava vermelho de raiva, era um gibi pra meninas e pra quem não conhecia quadrinhos.
Vale notar que tenho o mesmo sentimento com relação a maior parte dos mangás. Quando surgiu Turma da Mônica Jovem no estilo mangá, fui invadido por uma curiosidade mórbida e masoquista, li os dez primeiros números. Não gostei nem um pouco. Foi até deprimente saber que adolescentes de hoje leem aquilo (quando eu tava nessa fase, só lia Guido Crepax, Moebius, Eisner, Alex Raymond, os gibis da Vertigo e a Heavy Metal). Mais tarde, conheci as tiras de jornal da MSP, essas até gostei, tem boas sacadas linguísticas, gags só possíveis em português, coisa bem interessante. Já o tal de MSP 50 e as “graphic novels” de artistas brasileiros que se seguiram eu não quero nem ver, pra mim não tem nada de original, não passam de uma homenagem paga pelo próprio homenageado e sua pegada hipster moderninho me faz querer vomitar. Todo mundo agora lê “graphic novel” e é descolado, barbudo que toma cerveja artesanal, quadrinhos são arte e coisa de adulto cult, ficam em pé na estante com capas duras luxuosas. Blerrrgghhh!!!
Resumido meu ponto de vista sobre o que Mônica significa, voltamos a questão.
O que a roteirista do título fez foi inserir um slogan na sua história, e essa frase de propaganda é sim utilizada em campanhas pró aborto, como bem apontou Olavo de Carvalho. No vídeo abaixo, atores da Rede globo citam a frase:

 

Nas fotos abaixo, vemos a frase ser dita em protestos a favor do aborto em vários lugares do mundo:
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Protesto do grupo pró aborto Femen “my body, my rules”

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Protesto pró aborto “Marcha das Vadias”

E a terrível tentativa de incutir essas ideias na mente de uma criança:
1 a a a a marcha vadias bh 2012 meu corpinho minhas regrinhas
Alguma dúvida de que Olavo de Carvalho estava certo ao afirmar que tentaram transformar o gibi da Mônica em uma sutil propaganda pró aborto direcionada a crianças e adolescentes? Não se insere um slogan de propaganda em nenhum meio de comunicação por acaso, especialmente uma frase amplamente utilizada em protestos. A roteirista Petra Leão se defendeu afirmando que a sua história tratava de dentes e a frase “Meu corpo, minhas regras” havia sido descontextualizada, porém, sua afirmação final, de que as histórias da Mônica são utilizadas para “levantar questões saudáveis” é uma prova de que ela se utilizou sim de uma história (que poderia muito bem ser sobre aparelhos de dentes) para propagar discurso feminista abortista.
A grande questão aqui é, o que fazer? Será que Maurício de Souza apoia esse tipo de atitude? Teria ele ficado sabendo de antemão e aprovado essa inserção de um slogan venenoso em um de seus produtos? Eu acredito que o criador e proprietário dos estúdios MSP mantém amplo controle sobre tudo que se faz lá e, se não ele, pelo menos seu editor chefe aprovou tamanha aberração. Nunca fui a favor de boicotes, mas se a roteirista tentou inserir um discurso político no gibi, o que vai contra as regras editoriais da casa, como ela mesmo afirmou em entrevista, deveria ser despedida.
Já com relação aos pais, cujos filhos leem esse gibi, também não recomendo o boicote, mas um esclarecimento junto as crianças e adolescentes, uma conversa com eles para mostrar que “meu corpo, minhas regras” é um slogan pró assassinato de crianças (isso é o que aborto é) e não há nada de saudável nisso. Uma frase utilizada em “Marcha das vadias”, um tipo de protesto que diminui o valor da mulher, desrespeita a vida humana e agride a razão e o bom senso.
Se as histórias em quadrinhos, principalmente as infantis, são feitas pra divertir e entreter, devem abdicar desse discurso venenoso. Se uma roteirista, um editor ou seja lá quem for envolvido em sua produção, professa uma ideologia, que a guarde para si, principalmente se o seu trabalho é direcionado a crianças que não possuem ainda o senso crítico necessário para absorver tal discurso. Fazer lavagem cerebral em crianças é um verdadeiro crime, tão ou mais hediondo quanto o aborto.
Por fim, por mais que eu sempre tenha detestado as historinhas da Mônica, e isso é uma posição puramente pessoal, jamais imaginei que um grupo de idiotas transformaria a personagem em uma vadia.
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7 comentários

  1. essa significa que a mulher e dona do próprio corpo e da própria vida, nem sempre deve ser interpretada como apologia ao aborto, mesmo caso da Mônica, ela só não queria saber da opinião dos outros sobre corpo dela que é DELA, e existe sim muito em volta da escolha da mulher sobre o que fazer com próprio corpo, e só dela, exemplo disso são os os homens que tem rixa com mulheres que escolhem não se depilar, ou que dizem frases escrotas como “gorda nem é gente”, mas homem não se depila ou é gordo ninguém
    Mas compreendo que pra vocês mulher ser dona da própria vida e do próprio corpo é difícil de aceitar, continuem usando a desculpa do aborto sempre que ouvirem essa frase e chamando tudo de “vitimismo”.

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    1. Cara, a questão é com o slogan.

      Se você analisar a frase por si só, soa algo libertário, sensacional. Mas se você souber o que tem por trás dela, a origem e como ela é regularmente usada, vai ver que é não é sobre mulheres, mas sim sobre a agenda marxista.

      Ou seja, as meninas que topam com essa frase aí a acham supimpa e pesquisando a respeito dela ou eventualmente descobrindo de quais bocas ela é proferida, vai chegar no feminismo e, assim sendo, à questão do aborto.

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  2. Se os governos comunistas do PT colocaram sua ideologia tosca nos livros didáticos das escolas públicas, quanto mais farão coisas desses tipo nos meios artísticos. quadrinhos é a nona arte e tem público bastante jovem e propício a ser iludido por esses venenos demoníacos.
    Somam-se a isso professores canalhas e doutrinadores e tudo gira em torno dessas aberrações. Maurício de Sousa, tal qual muitos “artistas” se prostituiu bonito com essas ideologias. Há os panacas que acham isso normal e os idiotas que defendem tal posicionamento insano, afinal só a esquerda, na cabeça de merda deles, é a dona da verdade. entretanto, para ira deles, há uma grande maioria que abomina essas coisas horrendas e para mais raiva ainda deles, agora essas pessoas começam a ter a coragem de se insurgir e falar verdades.
    Os militantes manipulados e alienados farão seu papel de fantoches e virão aqui em teu blog destilar burrice e ridicularidades, mas não se intimide, pois são cachorros doentes, que só latem, mas não mordem. Estás de parabéns. Estas imundícies devem ser combatidas, sim. Esse tipo de mulher não representa a grande maioria, muito menos maurício de sousa e sua equipe, tenha certeza disso.

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